Dicionário da saúde: Esclerose Múltipla
30 de agosto é considerado o Dia Nacional de Conscientização sobre esta doença.
2020-08-27 17:27:24
A esclerose múltipla é uma doença autoimune que afeta o sistema nervoso central (cérebro e a medula espinhal). Ela ocorre quando o sistema imunológico do corpo ataca as células saudáveis, provocando lesões na bainha protetora que cobre os nervos, conhecida como mielina. Com o tempo, esse processo inflamatório danifica a bainha de mielina, causando lesões e sintomas neurológicos¹,².

Os médicos e pesquisadores ainda não conhecem o que causa a esclerose múltipla, mas já se sabe que é uma doença mais comum em mulheres, da faixa etária de 20 e 50 anos. Os estudos também apontaram que esses “ataques”, chamados surtos, ocorrem de maneira aleatória e não na mesma frequência, portanto, nem todos os pacientes apresentam os mesmos sintomas. Os mais comuns, que podem aparecer durante os surtos (período em que se manifestam de forma mais acentuada²), são: fadiga, fraqueza, desiquilíbrio, dificuldade para articular a fala, rigidez, disfunções (visuais, intestinal e sexual), alterações sensoriais, emocionais e cognitivas¹.

O neurologista é o médico indicado para tratar essa doença. Uma vez que a esclerose múltipla não tem cura, existem terapias que podem diminuir os efeitos inflamatórios e a agressão à mielina. Ele é basicamente feito por meio de medicamentos, que vão ser indicados pelo profissional caso a caso. Os remédios servirão para reduzir a inflamação e tratar os sintomas urinários e de fadiga, por exemplo. As terapias de neuroreabilitação (acompanhamento psicológico, fonoaudiólogo, fisioterapia, entre outros) é recomendada para reduzir os espasmos, a depressão, entre outros, e ajuda na prevenção de complicações com deformidades ósseas. Outras terapias de apoio complementar também são indicadas para melhorar a qualidade de vida do paciente. Em alguns casos, pode ser proposto o transplante autológico de células-tronco hematopoiéticas, que tem como objetivo construir um novo sistema imunológico. Este é bastante delicado e arriscado³.

O diagnóstico é realizado por meio de exames laboratoriais, porém, como os indícios se assemelham a outras doenças neurológicas, a análise clínica do médico é muito importante. A forma mais comum de esclerose múltipla é a ‘recorrente-remitente’, quando ocorrem surtos e remissões sucessivas, podendo deixar sequelas ou não. Conheça os outros tipos4:

Esclerose Múltipla Remitente Recorrente (EMRR) – Os surtos aparecem de maneira súbita com recuperação parcial ou total.

Esclerose Múltipla Primária Progressiva (EM PP) – Não apresenta surtos, mas sim, sintomas acumulados durante um longo tempo.

Esclerose Múltipla Secundaria Progressiva – Os sintomas são lentos e contínuos. Os pacientes identificados com a forma Remitente Recorrente, após cerca de 20 anos com a doença, podem desenvolver essa forma sem surtos.

 
Fontes:

1- Esclerose Múltipla – Sociedade Brasileira de Neurocirurgia. Disponível em: https://portalsbn.org/portal/esclerose-multipla/. Último acesso em 26 de agosto de 2020.

2- O que é Esclerose Múltipla? – Associação Brasileira de Esclerose Múltipla. Disponível em: http://abem.org.br/esclerose/o-que-e-esclerose-multipla/. Último acesso em 26 de agosto de 2020.

3- Tratamento – Associação Brasileira de Esclerose Múltipla. Disponível em: http://abem.org.br/esclerose/tratamento/. Último acesso em 26 de agosto de 2020.

4- Diagnóstico – Associação Brasileira de Esclerose Múltipla. Disponível em: http://abem.org.br/esclerose/diagnostico/. Último acesso em 26 de agosto de 2020.