Sintomas da pressão alta
O sedentarismo aumenta o risco de hipertensão.
publicado em: 13 de fevereiro de 2020  e atualizado em: 28 de setembro de 2020
hipertensão é um problema grave de saúde pública no Brasil e no mundo. Mais conhecida como pressão alta, é uma doença crônica caracterizada pelos níveis elevados da pressão sanguínea nas artérias¹. Ela acontece quando os valores das pressões máxima e mínima são iguais ou ultrapassam os 140/90 mmHg (ou 14 por 9)¹.  

 

A pressão alta faz com que o coração tenha um esforço maior do que o normal para que o sangue seja distribuído corretamente no corpo¹. É considerada um dos mais importantes fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, cerebrovasculares e renais, responsável por pelo menos 40% das mortes por doença arterial coronariana, como infarto cardíaco e, em combinação com o diabetes, 50% dos casos de insuficiência renal terminal.  

 

Sintomas 

A hipertensão arterial é, na maior parte do seu curso, assintomática, implicando na dificuldade de diagnóstico precoce e na baixa adesão, por parte do paciente, ao tratamento prescrito, já que muitos medicamentos apresentam efeitos colaterais² 

 

Os sintomas da hipertensão costumam aparecer somente quando a pressão sobe muito¹. Podem ocorrer dores no peito, dor de cabeça, tonturas, zumbido no ouvido, fraqueza, visão embaçada e sangramento nasal¹. 

 

Fatores de risco 

Essa doença é herdada dos pais em 90% dos casos, mas há vários fatores que influenciam nos níveis de pressão arterial, entre eles¹: 

 

  • Fumo; 

  • Consumo de bebidas alcoólicas; 

  • Obesidade; 

  • Estresse; 

  • Elevado consumo de sal; 

  • Níveis altos de colesterol; 

  • Falta de atividade física. 


 

Além desses fatores de risco, sabe-se que a incidência da pressão alta é maior na raça negra, em diabéticos, e aumenta com a idade¹. 

 

Álcool³  

O consumo de álcool tem um efeito bifásico na pressão arterial. Pequenas quantidades diminuem seus valores, provavelmente devido ao efeito vasodilatador. No entanto, o uso contínuo e crônico faz os níveis de pressão aumentarem e a eficácia dos anti-hipertensivos diminuir.   

 

Sedentarismo³  

O sedentarismo é um problema fundamental de saúde pública no mundo e contribui com a epidemia crescente de obesidade e aumento da prevalência de doenças como hipertensão. Os mecanismos envolvidos no efeito anti-hipertensivo da atividade física de carga moderada são vários e incluem mecanismos diretos e mecanismos indiretos (redução da obesidade e melhora do perfil metabólico).  

 

O sedentarismo aumenta o risco de hipertensão em 30% quando comparado com indivíduos ativos, e a atividade aeróbica tem efeito hipotensor mais acentuado em indivíduos hipertensos do que em pessoas que apresentam pressão arterial normal.  

 

Prevenção²,³ 

Apesar do importante componente genético, algumas práticas saudáveis ajudam a prevenir o aparecimento da hipertensãe outras doenças como diabetes:  

 

  • Manter o peso corporal na faixa normal (IMC entre 18,5 a 24,9kg/m²). 

  • Consumir dieta rica em frutas e vegetais e alimentos com baixa densidade calórica e baixo teor de gorduras saturadas e totais. 

  • Redução do consumo de sal, consumo máximo de 5g de sal ao dia, ou seja, no máximo três colheres de café rasas. 

  • Habituar-se à prática regular de atividade física aeróbica, como caminhadas por pelo menos 30 minutos por dia, três vezes na semana para prevenção e diariamente para tratamento. 

  • Cessar o tabagismo. 


 

Fontes:  

1 – Hipertensão (pressão alta): o que é, causas, sintomas, diagnóstico, tratamento e prevenção – Ministério da Saúde. Disponível em http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/hipertensaoÚltimo acesso em 27 de janeiro de 2020. 

2 – LINHA GUIA DE HIPERTENSÃO ARTERIAL Secretaria da Saúde do Paraná. Disponível em http://www.saude.pr.gov.br/arquivos/File/web_final_hipertensao_linhaguia.pdf. Último acesso em 27 de janeiro de 2020. 

3 - Manual de Orientação Clínica HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA (HAS) – Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Disponivel em http://www.saude.sp.gov.br/resources/ses/perfil/gestor/destaques/linhas-de-cuidado-sessp/hipertensao-arterial-sistemica/manual-de-orientacao-clinica-de-hipertensao-arterial/lc_hipertensao_manual_2011.pdf. Último acesso em 27 de janeiro de 2020.