Dia Mundial da Sepse 2020

A sepse, antes conhecida como septicemia, é um quadro extremamente grave que pode vir a acontecer quando uma infecção, que pode ser adquirida por bactérias, fungos, vírus, parasitas ou protozoários, atinge um ou mais órgãos do corpo e, para combatê-la, o organismo dá uma resposta inadequada. Esse “erro” provoca um mau funcionamento do organismo, que se não tratado pode levar a morte. Esse quadro é conhecido como falência de múltiplos órgãos, uma das principais causas de mortes em UTI’s (Unidades de Terapias Intensiva) no Brasil¹,².

Essa condição tende a apresentar diferentes sintomas, como febre alta, respiração acelerada ou dificuldade de respirar, aumento da frequência cardíaca, confusão mental, alteração do nível de consciência, entre outros. Por isso, ajuda especializada é fundamental para diagnosticá-la precocemente. Exames de urina, sangue e radiografia de tórax são alguns dos exames necessários para auxiliar a etiologia da sepse.  As principais doenças que podem estar relacionadas a ela são a pneumonia, a infecção urinária e a infecção abdominal¹.

Apesar de qualquer pessoa poder desenvolver a sepse, pacientes imunocomprometidos têm mais risco de desenvolvê-la, como aqueles com câncer e AIDS; que fazem uso de remédios que comprometem as defesas do organismo; doenças crônicas (insuficiência cardíaca, renal, diabetes); usuários de álcool e drogas; prematuros e crianças abaixo de um ano e pessoas acima dos 65 anos, pacientes hospitalizados que utilizam antibióticos, cateteres ou sonda, têm também mais risco de adquirir infecções associadas a assistência à saúde, e daí o potencial de desenvolver sepse¹.

O tratamento é feito com antibióticos e outras terapias complementares podem ser necessárias, como oxigenação, aplicação de soro e remédios para manter a pressão arterial. É possível também prevenir a sepse, mantendo hábitos de higiene adequados, principalmente dentro de um ambiente hospitalar e também por parte da equipe médica e evitar a automedicação e o uso desnecessário de antibióticos. Em crianças, manter a vacinação em dia também ajuda a diminuir o risco de contrair infecções que possam levar a sepse³.

Em conjunto com a Eurofarma, a médica Flávia Machado, coordenadora científica do Instituto Latino Americano da Sepse (ILAS), produziu uma série de 3 vídeos sobre o assunto. Confira os materiais e saiba como diagnosticar e tratar a sepse!

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TRATAMENTO
Fontes:
1- SEPSE: diagnóstico precoce é fundamental para tratar a doença. Blog do Ministério da Saúde Brasil. Disponível em:http://www.blog.saude.gov.br/index.php/geral/53974-sepse-diagnostico-precoce-e-fundamental-para-tratar-a-doenca. Último acesso em 09 de setembro de 2020.
2- O que é Sepse – Instituto Latino Americano de Sepse. Disponível em: https://ilas.org.br/o-que-e-sepse.php. Último acesso em 09 de setembro de 2020.
3- Perguntas Frequentes – Instituto Latino Americano de Sepse. Disponível em: https://diamundialdasepse.com.br/.  Último acesso em 09 de setembro de 2020.